quinta-feira, 27 de maio de 2010

Eu sei que Posso !


Eu posso mentir que não quero você. Não posso? Claro que posso. Fingir como sempre que não sinto a mínima falta, fingir que não quero fugir com a saudade que dá quando você não está e não voltar mais para não querer te ter pra mim. Fingir que de repente meu coração não palpita quando está perto do seu. Mas eu posso guardar isso para mim, não posso? Claro que posso. E fingir que tenho outros amores, que sinto falta de “outros alguéns”, que eu te liguei, mas foi sem querer. Que eu te gostei, mas foi sem saber. Eu posso fingir que não me preocupo contigo, não posso? Claro que posso. Que não acho graça no que você fala, que não me apaixono pelo seu abraço. Eu posso fingir que não amo ninguém, que não quero ninguém e que nesta porra deste coração quem manda sou eu. Eu posso sim, mesmo que nisso tudo eu só consiga enganar a mim mesma. E a você, é claro. Sempre vidrado demais em outras coisas e pessoas, que acaba por nem me enxergar. E já que eu não me esforço nem um pouco para saltar na sua frente, fica até mais difícil de você tropeçar em mim e pedir desculpas. Então pode passar direto, cuidado com os carros. E o pior é que eu paro para lhe observar, os defeitos são inúmeros, as qualidades são também. Então vai um suprindo o outro e do nada eu já não sei mais quem é quem. Só lembro de você. Dizendo-me umas coisas doces achando que eu vou acreditar, eu acho graça, viro o rosto e procuro outro foco em outro lugar. Queria eu que tudo partisse da sua sinceridade, e do âmago do seu sentimento mais doce, mas não. Ser só mais uma na sua lista "Otárias que usei." , não está na minha lista de “Fiz sem me arrepender”. Queria eu, Amor, queria eu que desejos e fantasias por ao menos um dia estivessem sob meu controle. Assim eu poderia, quem sabe, sentar num banco de um bosque e assistir todo o conto de fadas entrando em conflito. Pegar um bloco de notas e escrever uma peça, diante de tantos tapas e abraços e fogo e gelo e frio e medo e susto e agonia e desejo e desejo e desejo e mentiras e verdades e saudades e cantigas... Nem sempre o poder é meu desejo, quero que as coisas aconteçam naturalmente, sem pó de pi ri lim pim pim. Plin!*Entretanto, nada disso me impressiona mais. Nada disso me dói mais e eu até já fiz o que podia. Fui sutil, agradável e não me escondi por detrás de nenhuma falcatrua, e você, como sempre, não me viu. Chamei-lhe para sentar, joguei beijos no seu prato e você nem para me enxergar ou me fazer sentir um pouco sua. Então agora, depois de tudo, eu posso fingir que meu sorriso não foi conseqüência do seu e que o seu cheiro não me atrai. Posso fingir que não quero segurar a sua mão. A mentira é minha, a dor é minha, o sentimento é meu, faço deles o que eu bem quiser, o que eu bem entender. Guardo, escondo, exponho, parto em fragmentos bem pequenos, são meus mesmo, você também não se importa. Portanto, não amo, não quero, não gosto, não sinto, não temo, não digo, não ligo, não abraço, não vou, não volto, não grito, não choro, não choro, não choro, não penso, não quero, não quero, eu não quero. E sim, isso tudo é desde a primeira vez que eu lhe vi e agora eu resolvi lhe dissolver em palavras. Passar bem.




terça-feira, 25 de maio de 2010

nem se soubesse .

Ele não sabe. Não sabe qual livro eu mais gosto, ele sequer conhece romance. Ele nem sequer quer conhecer mesmo sabendo que eu gosto tanto, nem quer um motivo, não se importa. Não sabe porque eu mudei de perfume, não sabe das minhas lembranças, nem porque certas coisas me dão dor no estômago. Ele nem se importaria com minhas dores no estômago. Não se interessa em saber porque eu fico em silêncio umas vezes e noutras eu falo pelos cotovelos. Nem se interessa em saber por que às vezes eu quero ficar mais tempo e porque em outras eu quero ir e m b o r a . Não, ele não sabe o que eu tenho em mente e nem das coisas que eu tanto tenho para falar e nunca falo, não por nada, nem esperando o tal momento certo, mas porque há vezes que eu sei que o silêncio fala muito mais bonito do que eu. Ele nem sabe, meu jovem, nem sabe o quanto sinto saudades, nem o quanto amo, nem o quanto espero e nem o quanto sei fingir que está tudo bem, fingir que está tudo certo. Não sabe se ela prefere o café muito quente, morno, frio ou se prefere água. E se soubesse, não lhe serviria. Não sabe o quanto ela gosta de rosas, nem isso ele deve saber. E quanto ao vermelho, ele sabe menos ainda. E aquele cheirinho de vida morrendo era o que lhe fazia sorrir. E ele continuava sem saber, se ela ia chegar cedo, se as lágrimas eram da tal irritação nos olhos ou era uma irritação interna, daquelas que não dá para aliviar com uma gotinha de colírio. Sem saber, sem saber de nada. Sem saber porque bebia tanta água, não sabia se ainda desejava matar alguém para sentir a vida escorrer por entre seus dedos. Se ela chorava, se ria, se gritava e se sumia eram motivos pessoais, não lhe cabiam.

Se nada, era nada, também não lhe cabia. Enquanto ela o amava, ele a olhava amá-lo, deveria ser a cena mais bonita. Eu não sei por nunca ter visto ninguém olhar para mim com olhos de ternura, ternura o suficiente para me consumir por inteira, como os dela faziam. Ela morria sem ele saber, ele morria sem saber dela. Ele não sabia, não sabia para onde ela ia e nem por que ia e nem se de fato gostaria de ir, não sabia se ela ia mudar a cor do cabelo, se dormia com a mesma boneca, se sofria do antigo Transtorno Obsessivo Compulsivo relativo aos interruptores das escadas que subia sua mente. Ele não sabia nem se ela morava na mesma casa.

Ele não sabia, ele não queria saber, e ela ainda assim o amava e ele morria sem saber.

Ela era forte, era resistente. Quando escorriam, suas lágrimas derretiam avalanches, a pressa era a velocidade da luz. Ela era inofensiva, mimosa, simplória, até adocicada, mas não muito para não juntar formigas. Ela não era perigosa, não era fatal, ela só não se deixava amedrontar, não deixava passarem por cima dela. Ela era fria às vezes, mas quando ele passava tempos sem aparecer, ela ia derretendo aos poucos, aos pouquinhos, pouquinhos. Por que ela não dizia para ele o quanto o amava? Ela não dizia para ele o quanto amava. Para ele, não importava o quanto ela o amava. O quanto ela o amava? Quem sabe? Quem vai saber? Quem quer saber? Ele também não quer saber !



quinta-feira, 20 de maio de 2010

A matemática dos homens.

Eu não espero mais o seu telefonema. O meu coração não dispara mais quando o telefone toca, a minha mente não fantasia mais as suas desculpas e eu não mais forço uma voz fininha num esperançoso "Alô?". Eu não forço mais nada. Eu não forço mais a voz, eu não forço mais o meu cabelo ondulado, eu não forço mais a barriga pra entrar na calça 36, eu não forço mais o meu orgulho, eu não forço mais o meu jeito para este ser aprovado. Eu não forço mais nada. Por forçar demais, eu forcei, sem querer, que você fosse para longe. Por me abaixar demais, você foi impulsionado tão pra cima que voou. Voou para um lugar que fica muito longe do meu alcance. Por te dar tanta autonomia com medo de te perder, eu te perdi por você ser autônomo demais. A grande verdade é que eu nunca soube lidar com você, nem com nenhum outro homem. Nós nunca somamos um ao outro, eu sempre me subtrai para dar espaço de você ser o que queria, fazer o que queria, e principalmente, me ter quando queria. Mas eu juro, foi só por te querer demais. Por te querer demais, eu nutri todo esse tempo dentro de mim a possibilidade de você voltar, sem por na balança o custo x benefício. Não, eu não quero que você volte. Eu não quero mais me anular, eu quero é ir somando muitos sorrisos, elogios, e alegrias por ai, eu quero soltar o meu cabelo e me sentir num comercial de xampu mesmo com todo mundo dizendo que eu devia ter feito a maldita (ok, bendita algumas vezes) chapinha, eu quero por a minha calça 38 (tá bom, 40 as vezes) e me sentir a mulher mais sexy do mundo, e principalmente, eu quero sentir que é verdade. Esse papinho de que "o que os olhos não veem, coração não sente" é verdade entre aspas. A grande verdade sem aspas, meu querido, é que o que os olhos não veem, a vida esfrega na nossa cara, e eu fico sempre com essa cara de idiota quando constato que você é mais idiota ainda e nunca vai assumir que o que realmente nos levou ao fim foram duas coisas: falta de vontade e falta de um homem de verdade. Pronto, falei. Você foi um frouxo. Eu não quero mais um frouxo do meu lado e nem quero mais afrouxar essa banca toda que eu boto de durona com os seus beijinhos no pescoço, eu não quero mais ter essa sensação de incompetência quando você é incompetente e não consegue concluir as suas responsabilidades, me deixando em profunda decepção, eu não quero mais ser o homem da relação. NÃO! Eu sou uma menininha! Eu uso vestido, eu faço francesinha, eu sou fofinha, eu tenho cabelo grande, eu sou inteligente e outros tantos adjetivos que significam que eu que mereço receber aquela mensagem que adorou o cinema! Esse é o grande problema quando você se anula demais: você vira um zero, e o zero não significa nada além de ausência. Ausência quando o que você mais queria era tá agarradinha, ausência quando ele está na presença dos amigos, ausência dele na maioria das datas importantes e lugares, ausência de um sentimento de verdade. Eu não nasci para ser zero, muito mesmo número negativo por isso, simplifiquei a nossa relação: cortei você e tudo relacionado a você com todos os outros homens que vieram antes de você. Afinal, a gente não aprende que termos iguais podem ser cortados? De você não a nada a ser esperado, nem desesperado.



não é amor !


Não transforma assim o mundo em um lugar mais fácil e melhor de se viver. Não faz eu ser assim tão absurdamente feliz só porque eu tenho certeza absoluta que nenhum segundo ao seu lado é por acaso.Combinamos que não era amor e realmente não é. Mas esse algo que é, é realmente muito libertador. Porque quando você está aqui, ou até mesmo na sua ausência, o resto todo vira uma grande comédia. E aquele cara mais novo, e aquele outro mais velho, e aquele outro que escreve, e aquele outro divertido, e aquele outro da festa, e aquele outro amigo daquele outro. E todos aqueles outros viram formiguinhas de nariz vermelho. E eu tenho vontade de ligar pra todos eles e falar: putz, cara, e você acha mesmo que eu gostei de você? Coitado.Adoro como o mundo fica coitado, fica quase, fica de mentira, quando não é você. Porque esses coitados todos só serviram pra me lembrar o quão sagrado é não querer tomar banho depois. O quão sagrado é ser absurdamente feliz mesmo sabendo a dor que vem depois. O quão sagrado é ver pureza em tudo o que você faz, ainda que você faça tudo sendo um grande safado. O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo.Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre.E eu soquei meu coração até ele diminuir. Só pra você nunca se assustar com o tamanho. E eu tive que me fantasiar, só pra ter você aqui dentro sem medo. Medo de destruir mais uma vez esse amor tão santo, tão virgem. E eu vou continuar me fantasiando de não amor, só pra você poder me vestir e sair por aí com sua casca de não amor.E eu vou rir quando você me contar das suas meninas, e eu vou continuar dizendo “bonito carro, boa balada, boa idéia, bonita cor, bonito sapato”. E eu vou continuar sendo só daqui pra fora. Porque no nosso contrato, tomamos cuidado em escrever com letras maiúsculas: não existe ninguém aqui dentro.Mas quando, de vez em quando, o seu ninguém colocar ali, meio sem querer, a mão no meu joelho, só para me enganar que você é meu dono. Só para enganar o cara da mesa ao lado que você é meu dono. Eu vou deixar. Vai que um dia você acredita.

Para não sentir dor .


Para não sofrer eu vou me drogar de outros, eu vou me entupir de elogios, eu vou cheirar outras intenções. Vou encher minha cara de máscaras para não ser meu lado romântico que tanto precisa de um espaço para existir ridiculamente. Não vou permitir ser ridícula, nem uma lágrima sequer, nem um segundo de olhar perdido no horizonte, nem uma nota triste no meu ouvido. Eu sei o quanto vai ser cansativo correr da dor, o quanto vai ser falso ignorar ela sentada no meu peito. Mas vou correr até minha última esquina. Vou burlar cada desesperada súplica do meu coração para que eu pare e sofra um pouquinho, um pouquinho que seja para passar.Suor frio da corrida, sempre com sorriso duro no rosto e o medo de não ser nada daquilo que você me fez sentir que eu era. Muita maquiagem para esconder os buracos de solidão. Muita roupa bonita para esconder a falta de leveza e de certeza do meu caminho. E por que vendo tanto meu corpo e tão pouco minha alma? Porque quero ver você comprando o que realmente quer e não enganando querer para levar a promoção. Cansei das promessas de compra e das devoluções gastas do meu corpo. Cansei de expor minha alma se no fim tudo acaba mesmo. Então tá aqui ó: peitinhos, coxas, barriga e o buraco que você tanto quer. Leve de uma vez e me engane por alguns dias. Você é igual a todos os outros e todos os outros são: lixo. O amor não existe, e, se existe, não dura pra sempre. E, se não dura pra sempre, não é amor. E nada dura pra sempre. E então o amor não existe. Estou amarga com simplicidade, e isso é relaxante já que vivo cheia de complicações. A amargura é muito mais simples que a esperança. Estou triste do tamanho do buraco sem vida que você deixou em mim, uma concavidade sonhadora que ainda pulsa um desejo que ao mesmo tempo enoja. Ainda sinto você aqui dentro e toda a energia boa de vida que esta lembrança poderia gerar em mim, mas essa energia sem escape, sem válvula, sem história, essa energia inocentemente transformada em ódio, só carrega ondas que me corroem por dentro. Mas para não sentir dor eu vou jurar ao último ouvido do meu universo o quanto você é descartável. O quanto sua molecagem não permitiu nenhuma admiração de minha parte. Para não sofrer não vou permitir minha cabeça no travesseiro antes do cansaço profundo e sem cérebro. Não vou permitir admirar coisas da natureza porque talvez eu me lembre de você ao ver algo bonito. Não vou permitir silêncios porque é aí que o meu fundo transborda e a tristeza pode me tomar sem saída. Eu vou continuar deixando a minha cabeça me martelar porque toda essa confusão é ainda menos assustadora do que a calmaria da verdade. A verdade é a frieza do mundo, é a podridão dos desejos, são as mentiras que a gente inventa para os outros e acaba acreditando. A verdade é que mais cedo ou mais tarde você será traído, porque todo mundo tem medo de viver a entrega. A verdade é que ninguém se entrega porque ninguém se tem. A verdade é que não estamos aqui, estamos em algum lugar seguro vivendo nossas vidas medíocres. A verdade é que todo esse perfume é vergonha de nossa essência, todas essas marcas são vergonha do nosso corpo, todo esse charme despretensioso é vergonha de nossas fraquezas. A verdade é que nada é inteiro porque até o inteiro para ser todo precisa ter seu lado vazio. A verdade é que não dá para fugir da dor, e eu continuo correndo, correndo, correndo e não saindo do mesmo lugar.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Tempo é o senhor da razão .

Engraçado como tudo nessa vida passa. E só o tempo mesmo pra fazer a gente perceber isso. As conversas não são as mesmas, o toque não é o mesmo. Não somos os mesmos, na verdade. Não sei se é só o tempo ou se é também uma questão de “percepção” das coisas. A gente cria uma pessoa fantasiosa na cabeça da gente que não existe na realidade. E a realidade está bem longe de se parecer com o que a gente criou na nossa cabeça.Cadê aquela pessoa cheirosa, companheira e linda que a gente imaginava? Não existe mais. Ou talvez nunca tenha existido a não ser na nossa cabeça. É tudo diferente... os papos, o cabelo, a voz... o cheiro do carro. Aff. Mas é isso aí. Não me arrependo de nada. Tudo serve pra gente aprender alguma coisa. Hoje, estou muito mais madura. Sei exatamente o que eu quero pra mim. Sei também o que eu não quero. E isso eu não quero. Por isso, eu digo: só entre na minha vida se for pra fazer alguma diferença. To cansada de mala! Aff.


não manda mais !


To ficando com preguiça de você. Do seu papo de playboy e das baladas que você freqüenta. Das suas conversinhas quando você não tem nada pra fazer terça-feira à noite. Das suas mensagens de madrugada. De você achar que eu sou um corpo. Já disse que sou mais do que isso, mas repito quantas vezes precisar. Já te disse que não sou estepe. Então, não me trate como segunda opção. Como uma qualquer. Não me trate como se não soubesse o que quer de mim. Dos meus abraços. Do meu carinho.Me trate como uma princesa. Como na primeira vez que nos vimos. Me queira. Ou, pelo menos, me trate como se me quisesse. Me queira do seu lado. De dia ou de noite, tanto faz. Só não sou mulher de fim de noite. De me entregar pra qualquer um. Me chame de boneca, mas me chame. Não me deixe esperando você ligar. Não me deixe esperando você chegar. Só venha quando quiser me encontrar.Poupe seu esforço de fingir que sente algum carinho por mim. Prefiro as coisas bem claras. Se quer só meu corpo, tudo bem. Pegue a senha e entre na fila. Se quiser meu coração, faça por merecer. Me conquiste. Tenha mais atitudes sinceras do que palavras bonitas. Prefiro que você seja mais presente, Prefiro que você seja você mesmo, assim, tolo, e que não finja ser alguém que não é. Prefiro morrer de rir com suas piadas infames do que me impressionar com seu linguajar culto.Esqueço que gosto de abdomens sarados, de braços bem definidos, de coxas de jogador de futebol. Porque, pra mim, você é muito mais do que um corpo em evidência. Muito mais do que esse seu cabelo macio. Do que essa pele lisinha. Essas mãos quentes. Essa boca gostosa. Esse olhar que me despe. Muito mais do que as marcas famosas que você veste. Que esses seus óculos de ir pra trance que custaram o olho da cara.Preguiça profunda dessa sua mania de achar que é o único na minha vida. Que tem exclusividade sem sequer me dar alguma garantia. Quer saber? Não me pergunte se sou só sua se não quer me ver mentir. Pergunte se te quero e não vou gaguejar. Ao contrário do que você pensa, eu sei muito bem o que quero pra mim. Quero você. Mas não aceito migalhas. Não quero o que restou de você no fim da noite. A sobra da sua carência noturna. Quero ter prioridade. Quero fazer a diferença. Quero garantia de que alguma coisa vai dar certo. Mas você faz tudo errado. Me trata como se eu fosse só mais uma na sua vida (ou talvez eu seja, realmente). Me procura quando esgotaram-se todas as suas possibilidades na noite. Mente pra mim com a cara mais deslavada. Some e aparece como quem tem a certeza de que eu ainda vou estar no mesmo lugar. Te esperando. Me procura com a certeza de que vai me encontrar. Fala comigo com a certeza que eu vou responder . Mas, sabe de uma coisa? Cansei. Vou procurar minha turma. Vou me divertir com as bocas certas. Me deitar em outros colos. Sentir outros abraços. Você não manda mais aqui. E sabe o que mais? Ou eu sou a número um na sua vida, ou nem quero fazer parte dela.