quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Seja

Quanta coisa na gente nunca muda. Quanta coisa a gente esquece, quanta coisa a gente fala sem sentir, quantos erros esquecemos. Quanta dor causamos, quanta dor sentimos. Quanta coisa escondemos e quanta coisa fazemos questão de expor. Quanta coisa eu ví, eu vejo, eu vou ver. Quanta coisa você pensa, quanta coisa eu planejo e quantas mais coisas ainda vou planejar. Quantas voltas o mundo dá?E quantas ele ainda vai dar?Quando é que a vida toma um rumo pra nunca mais mudar?Quando é que a gente começa a aprender com os erros? Quem sabe não é assim, quem sabe a gente nunca vá aprender, e talvez seja esse o mistério que todo mundo procura. Pode ser que nada exista, que a felicidade nunca poderá ser encontrada, porque na realidade a alegria está mesmo em procura-la. Ou se não é assim, que diferença faz? Sendo ou não, eu continuarei fazendo, procurando, planejando e pensando em coisas que me farão bem, coisas que me farão sorrir, me farão feliz. A gente tem que aprender com o que vive, aprender com os erros, mas todo mundo sabe que nem sempre queremos fazer o certo. O errado normalmente é muito mais convidativo, escitante.E quem é que não gosta de um pouco de adrenalina? As vezes fazer o que não é certo, mudar o curso do rio, ter segredos que apenas nós, no nosso mais íntimo interior conhecemos não seja uma idéia tão má. Se para viver é necessário viver, é necessário correr riscos, e correndo riscos eu vou assim, até eu encontrar algo que realmente me faça calar todo tipo de pergunta. E é assim, ou que não seja. Quem vier é a pessoa certa;O que quer que aconteça,é a única coisa que poderia ter acontecido;A hora que começar é a hora certa; Quando acabar, acabou.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

'Medo' .

“Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.”



segunda-feira, 26 de julho de 2010

ei garota .

Tem dias que preciso de um beijo e de um abraço; de um sorriso sincero, por favor. Tem dias que eu só queria que alguém falasse ''calma, vai ficar tudo bem'' e que, essa pessoa , mais tarde , não me desse uma rasteira dolorida. Porque eu já cai, levantei, me recompus, cai de novo e assim por diante.. Eu não quero mais isso, seja o que for. Não quero mais. Eu só quero paz, segurança, doces, cheirinho de mato molhado. Só quero o que me convém, um pijama fofo, uma camisa esquisita de personagem, sinceridade. Quero pessoas verdadeiras e se não for pedir muito,quero um panda também. Eu quero um amor a cada semana. Eu desisti desse lance de tentar algo com alguém, agora só quero amores de meia hora. Sabe como é? São mais faceis, doem menos e são fortes e intensos. Algo com alguém já não funciona mais, o lance agora é esse: viver. Falem o que quiserem, pensem o que bem entenderem. Com todo meu respeito, o que os outros falam é bem.. só o que eles falam. Gentinha pouca merda. Eu gosto. Eu quero. Eu vou tentar. Sou assim doa a quem doer. Eu quero um remedio que cure todo o mal, ou melhor, um anti-amor. Não que eu acredite que amar é ruim. É até bonitinho, fofinho, cuti-cuti, frufru mas, se um risquinho da linha ficar torto.. Pronto! fode com tudo. Deixa de ser reto e fica torto. Entenderam? Nem eu. Que seja, resumindo: seria bem legal uma vacina para não amar. Eu quero o garoto do olho verde, amanhã o loiro, depois o fortão, quarta é a vez do ocupadinho, quinta fico com o moreno, sexta feira é dia do safado, sabado é a vez do gostosão e domingo? aaah nesse dia eu deixo pro MEU garoto, que faz tudo errado sempre mas que me faz ter vontade de passar o dia com alguém, abraçado, tocando pé com pé, olhando olho no olho e falar minhas juras apaixonadas..Funciona assim né? Deus descansou no domingo. Pois é, vou descansar do meu descompromisso e querer alguém para sempre só no domingo. Minha agenda sempre tá lotada mas pra ele, sempre tem um lugarzinho. Sempre. Aaah gente, eu quero tanta coisa, que acho que no fundo não quero é porra nenhuma. É grande menina confusa. Grande !

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Cansei .


Quer saber a real ? too nem ai , cansei de me preocupar antecipadamente , cansei de sofrer sem necessidade , cansei de viver minha vida pensando no que vai acontecer comigo no outro dia , cansei de tudo e de todos , literalmente larguei de mão , não vou me preocupar com pequenos detalhes inúteis , vou apenas me preocupar com o AGORA , o presente e o futuro vou ir vivendo e vendo , não quero ficar sonhando, pra quer sonhar ? pra depois eu acabar me decepcionando sofrendo e chorando , larguei dessa , agora vou curtir a vida viver um dia depois do outro , viver o agora e sem pensar no amanha , vou aproveitar cada momento cada instante como fosse o único e o ultimo ,e assim eu vou vivendo e aprender a ser feliz . *-*

quinta-feira, 15 de julho de 2010

eu mesma !



Meus pensamentos andam tão confusos ultimamente às vezes penso que deveria tentar recomeçar ,mais ai eu penso que isso vai ser tão complicado só pelo fato das coisas que estão acontecendo ,outra hora acho que é estranho e que tem alguma coisa,que me levo a pensar q eu devo tentar, outra hora acho que não vale à pena. Minha vida está tão confusa, eu sinto um vazio tão grande dentro de mim, e o pior é que eu sei quem pode mudar isso, mas não sei o que fazer, eles dizem coisas que me fazem pensar, mas nunca sai de pensamentos, não é medo como alguns dizem acho que é insegurança de um dia acabar e se encerrar ali ,algo que poderia durar pelo resto da vida. :X Você é tão Burro; de não conseguir ver o que está estampado em minha cara,de não enxergar o quanto eu quero você. Mesmo odiando seu jeito de falar, seu modo de pensar e sua maneira de agir, eu preciso estupidamente de você ao meu lado. Porque cada palavra sua, por mais que insignificante, consegue mover algo dentro de mim. É difícil de explicar o porque disso tudo, se nem ao menos você fez algo para que meu coração disparasse desse jeito. Sei que para você nada disso importa, são só coisas que você não precisa saber, porque sei que não fará a mínima diferença. Mas é tão complicado guardar tudo isso dentro de mim, é tão ruim imaginar que nunca poderei me confortar com a certeza de que você sente por mim o mesmo que eu sinto por você. Quem sabe um dia você acorde desse seu mundo fantasioso, de brincadeiras ridículas, de pensamentos infantis, e possa, enfim, perceber que eu estive esse tempo todo aqui, querendo você perto de mim. Mas eu espero que esse dia não demore a chegar, porque eu não posso te esperar para sempre !

Briza.


Eu escrevo teu nome nessas pedras que vou jogando por onde passo. No fundo, espero que você me siga, mas não tenho coragem de pedir. Aí, tem gente que vem, sem nem ser chamado, sem nem se importar com o fato do nome escrito ali, ser outro. As pessoas não ligam pra essas pequenezas, sabe? Eu ligo. Ligo pra tudo. Sou mais de detalhes, que do todo. Sempre fui. O fato é que fico olhando pra trás pra ver se você está vindo e já tropecei umas quantas vezes. Esses dias mais. Isso porque não sinto teu cheiro no ar, não ouço o teu riso passeando pelas horas. E sinto falta. E sinto um quase-medo. Embora não tenha a menor ideia de quê. Sabe quando você pressente o monstro no escuro, mesmo sem poder vê-lo? É assim. Não sei se você entende, não sei se alguém entende e, realmente, não me importo. Não me importo mais com um monte de coisas. Dos benefícios do tempo. Hoje, parei e sentei bem aqui na beira desse rio que me atravessa. Só pra te pensar bem forte e te fazer sentir amor do lado de lá. Sim, porque você ainda não atravessou a ponte, bem sei. Mas, ando me sentindo fraca e cansada. Tenho andado demais, jogado pedras demais, esperado demais e você não me alcança. Talvez, seja melhor mergulhar e afogar os pensamentos. Espero que você consiga chegar a tempo e salvar os mais bonitos !

quarta-feira, 14 de julho de 2010

é você que eu continuo esperando !

Dessa vez quero acertar, por isso combinei comigo que, apesar de estar morrendo por você, não gosto de você. Meu coração dispara, mas eu mando ele parar. Estraguei todos os meus relacionamentos de tanto que meu coração dispara. Dessa vez quero acertar, dessa vez quero que alguém fique comigo ao menos um mês sem me achar louca. Cansei de sempre ser a garota louca que espanta todo mundo.Você tem cheiro de roupa limpinha com mente suja e eu quero te rasgar inteiro. Mas apenas te dou um beijinho no rosto. Preciso me comportar. Caso tudo isso seja um trabalho inconsciente para me perder, parabéns, você está conseguindo. Mas se ainda existir dentro de você alguma esperança, eu preciso demais que você me abrace e me faça sentir aquilo novamente. É fácil, basta você querer, eu ainda quero tanto. (...) Não me tire a razão, não me tire a honra, não me faça estragar tudo só para sentir o vento na cara de novo e a música alta. Berre e assopre em mim enquanto é tempo. Eu ainda quero viver para você. Venha agora, ganhe a corrida, passe todo o resto pra trás, é você quem eu continuo eternamente esperando na linha final !

um dia .


Um dia você vai estar sozinho, vai fechar os olhos e tudo estará negro. Os números da sua agenda passarão claramente na sua frente e você não terá nenhum número mais pra discar. Sua boca vai tentar chamar alguém, mas não há ninguém solidário o bastante pra sair correndo e te dar um abraço, ou te colocar no colo e acariciar seus cabelos até que o mundo pare de girar. Nessa fração de segundos, quando seus pés se perderem do chão, você vai se lembrar da minha ternura e do meu sorriso infantil. Virão súbitas memórias da minha preoucupação com você, Em um novo momento, você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração. O nome disso é saudade, aquilo que eu tinha tanto, e te falava sempre. E quando você finalmente discar meu número, ele estará ocupado demais, ou nem será mais o mesmo, ou até mesmo que eu não queira mais te atender. E se você me procurar algum dia não vai encontrar mais aquela menina bobinha lembra?! Seus olhos te ensinaram o que são lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. O nome do enjoô que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome que virá se chama tristeza. Então, quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer, e ninguém te olhar com meus olhos encantados, você encontrará a famosa solidão. Apartir daí, o que acontecerá, chama-se surpresa. E provavelmente o remédio pra todas essas sensações acima... É o tal do tempo em que você tanto falava!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O dia seguinte .


Lá está você. Protagonizando aquela cena digna de novela mexicana. Você se tranca no banheiro. Senta na tampa do vaso sanitário. Apóia o rosto nas mãos e os cotovelos nas pernas. Chora. Chora, não. Desaba! Você chora até perder as forças. E deixa a dor escorrer pelos olhos. E essa dor te consome. Suga de você toda energia, todo visco da pele e todo brilho dos olhos. Mas é que você nunca soube muito bem lidar com finais infelizes. E vai ter que aprender na marra agora.Acontece que não te contaram que Romeu e Julieta morreram e nunca mais se encontraram. Não te contaram que hollywood cria histórias mágicas que não se repetem na vida real. E você acreditou que podia ter o amor da sua vida pra sempre. E agora, você está sem chão. Sem forças. Sem rumo. Sem o mínimo controle da situação. E o que é pior: sem a mínima vontade de começar tudo de novo. Encarar a vida de solteira. As cantadas baratas. As noites vazias. Os “eu te ligo” nada confiáveis. Os finais de semana em casa. Os finais de semana na rua. Os feriados em que você precisa arrumar uma super viagem bacana pra não correr o risco de sobrar na capital sozinha.Até que suas amigas te tiram de casa - praticamente à força - e você decide se aventurar na primeira noitada da sua nova (!!!) vida de solteira. E é então que alguma coisa parece avisar ao sexo masculino que você é “carne nova” no pedaço. Você está altamente solicitada na festa. Aqueles que já te conhecem vêm falar com você. Vêm dizer como está linda. Perguntam pelo namorado. Que namorado??? Tudo bem. Era só um pretexto pra se aproximarem de você e se certificarem de que está mesmo solteira. O papo não é lá dos piores. Você conversa com um, conversa com outro. Conhece gente nova. Ri horrores. Conhece gente interessante. Gente chata. Uns mais novos. Outros mais velhos. Homens bonitos. Outros feios de doer.Você está cercada de pessoas por todos os lados. Mas você senta no canto da festa sozinha. Você e aquele mísero copo de plástico de vinho suave barato (outra vez!). As pessoas parecem estar se divertindo enquanto você faz um enorme esforço pra entender como alguém pode se divertir daquela maneira. Beijando bocas aleatórias e conversando com pessoas que nada sabem a seu respeito. Virando garrafas de álcool e rindo de si próprios. Subitamente, então, sua filosofia barata é interrompida. Um inconveniente, chato, feio e bêbado tira seu sossego. Fala duas frases. Não pergunta seu nome mas diz que quer te beijar. Você não enxerga quais as razões que a levariam a cometer tal insanidade. Depois de meia hora tentando se livrar daquele encosto, você percebe que ele não vai mesmo sair dali e resolve fazer isso você mesma. Deixa o cidadão falando sozinho e continua na festa. Bebendo, rindo num tom que beira o nervosismo e observando quais as possibilidades na sua nova vida noturna.Já é quase dia e seus pés doem incessantemente. Todo mundo bêbado e feliz (ou pelo menos se achando). Você bebeu um ou dois copos de vinho e está sóbria. E, mesmo que tivesse se embriagado, sabe que iria pra sua casa dormir e acordar sóbria e com uma puta dor de cabeça. E tudo voltaria ao normal. Mas você nem curte beber assim. É hora de ir pra casa. Aquele pedacinho de poucos metros quadrados se transforma no maior espaço do mundo. E você, na menor pessoa do mundo. É tanto espaço sobrando. Você gostaria de não saber o que está faltando, mas você sabe muito bem. Você chora. Compulsivamente. E começa a imaginar, então, como vai ser sua vida daí pra frente. Com perspectivas nada animadoras. Você precisa de você de volta. Com urgência. Precisa preencher aquele espaço e o espaço da sua vida. Porque, daqui pra frente, você será sua melhor companhia.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O "quase" quase não preenche um vazio.


Eu tento me acostumar com o “quase” que fica me rodeando e me deixando tonta.
Quase faço um gol, quase ganho no Bingo, quase perco a paciência, quase não amo você, quase não sinto a sua falta, quase quase quase... Por um triz eu não preciso de você.Eu, de repente, me encontro tão distraída, tão desprovida de atenção e eu quase não me importo com isso.Me importo com a fome que eu sinto quando passo o dia inteiro sem comer, me importo com a demora do sinal para abrir e o meu atraso aumentando a cada segundo do desgraçado fechado, me importo com as cólicas que me atormentam a noite, e quase me importo com a saudade desenfreada que sinto, mas sempre deixo para depois, para quando você resolver me enxergar.Porque eu quase não te sinto cada dia mais distante, quase não te quero um pouco mais, quase não sinto medo de te perder mesmo sabendo que não te tenho, não te tive, não te terei.E nada disso me compensa. Chego em casa, leio um livro, tomo uma xícara de café, detono uns dois ou três chocolates e aí é que eu percebo que sem você eu vivo muito bem, sem sua chatisse e nem sua mania de estar sempre certo.E meu coração sempre ameaça mais um terremoto, mas eu quase não me importo com isso também. Tenho muros fortes e altos que nunca me abalaram e nem se abalaram, não é agora que me matarão de vergonha. Eu espero, eu suponho, eu suplico.Mal se sabe, hoje em dia, qual a direção que se deve seguir quando se ama. Afinal, tem tanta gente trocando um grande amor por um grande negócio, enquanto eu não tenho nem um dos dois e ainda fico num dilema estúpido se eu te amo mesmo ou se eu quase te amo.Mas enquanto não descubro, eu quase não me importo, quase não quero saber, quase não espero, quase não desejo, quase não te amo, quase não te amo, quase não me importo, quase não te quero, quase não me tenho, quase não te espero, quase não te amo, quase não te amo, quase não desespero, quase não choro, quase não me importo, quase quase quase não me importo, quase eu não te espero, quase não te amo, quase...
Eu quase não te amo.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Eu sei que Posso !


Eu posso mentir que não quero você. Não posso? Claro que posso. Fingir como sempre que não sinto a mínima falta, fingir que não quero fugir com a saudade que dá quando você não está e não voltar mais para não querer te ter pra mim. Fingir que de repente meu coração não palpita quando está perto do seu. Mas eu posso guardar isso para mim, não posso? Claro que posso. E fingir que tenho outros amores, que sinto falta de “outros alguéns”, que eu te liguei, mas foi sem querer. Que eu te gostei, mas foi sem saber. Eu posso fingir que não me preocupo contigo, não posso? Claro que posso. Que não acho graça no que você fala, que não me apaixono pelo seu abraço. Eu posso fingir que não amo ninguém, que não quero ninguém e que nesta porra deste coração quem manda sou eu. Eu posso sim, mesmo que nisso tudo eu só consiga enganar a mim mesma. E a você, é claro. Sempre vidrado demais em outras coisas e pessoas, que acaba por nem me enxergar. E já que eu não me esforço nem um pouco para saltar na sua frente, fica até mais difícil de você tropeçar em mim e pedir desculpas. Então pode passar direto, cuidado com os carros. E o pior é que eu paro para lhe observar, os defeitos são inúmeros, as qualidades são também. Então vai um suprindo o outro e do nada eu já não sei mais quem é quem. Só lembro de você. Dizendo-me umas coisas doces achando que eu vou acreditar, eu acho graça, viro o rosto e procuro outro foco em outro lugar. Queria eu que tudo partisse da sua sinceridade, e do âmago do seu sentimento mais doce, mas não. Ser só mais uma na sua lista "Otárias que usei." , não está na minha lista de “Fiz sem me arrepender”. Queria eu, Amor, queria eu que desejos e fantasias por ao menos um dia estivessem sob meu controle. Assim eu poderia, quem sabe, sentar num banco de um bosque e assistir todo o conto de fadas entrando em conflito. Pegar um bloco de notas e escrever uma peça, diante de tantos tapas e abraços e fogo e gelo e frio e medo e susto e agonia e desejo e desejo e desejo e mentiras e verdades e saudades e cantigas... Nem sempre o poder é meu desejo, quero que as coisas aconteçam naturalmente, sem pó de pi ri lim pim pim. Plin!*Entretanto, nada disso me impressiona mais. Nada disso me dói mais e eu até já fiz o que podia. Fui sutil, agradável e não me escondi por detrás de nenhuma falcatrua, e você, como sempre, não me viu. Chamei-lhe para sentar, joguei beijos no seu prato e você nem para me enxergar ou me fazer sentir um pouco sua. Então agora, depois de tudo, eu posso fingir que meu sorriso não foi conseqüência do seu e que o seu cheiro não me atrai. Posso fingir que não quero segurar a sua mão. A mentira é minha, a dor é minha, o sentimento é meu, faço deles o que eu bem quiser, o que eu bem entender. Guardo, escondo, exponho, parto em fragmentos bem pequenos, são meus mesmo, você também não se importa. Portanto, não amo, não quero, não gosto, não sinto, não temo, não digo, não ligo, não abraço, não vou, não volto, não grito, não choro, não choro, não choro, não penso, não quero, não quero, eu não quero. E sim, isso tudo é desde a primeira vez que eu lhe vi e agora eu resolvi lhe dissolver em palavras. Passar bem.




terça-feira, 25 de maio de 2010

nem se soubesse .

Ele não sabe. Não sabe qual livro eu mais gosto, ele sequer conhece romance. Ele nem sequer quer conhecer mesmo sabendo que eu gosto tanto, nem quer um motivo, não se importa. Não sabe porque eu mudei de perfume, não sabe das minhas lembranças, nem porque certas coisas me dão dor no estômago. Ele nem se importaria com minhas dores no estômago. Não se interessa em saber porque eu fico em silêncio umas vezes e noutras eu falo pelos cotovelos. Nem se interessa em saber por que às vezes eu quero ficar mais tempo e porque em outras eu quero ir e m b o r a . Não, ele não sabe o que eu tenho em mente e nem das coisas que eu tanto tenho para falar e nunca falo, não por nada, nem esperando o tal momento certo, mas porque há vezes que eu sei que o silêncio fala muito mais bonito do que eu. Ele nem sabe, meu jovem, nem sabe o quanto sinto saudades, nem o quanto amo, nem o quanto espero e nem o quanto sei fingir que está tudo bem, fingir que está tudo certo. Não sabe se ela prefere o café muito quente, morno, frio ou se prefere água. E se soubesse, não lhe serviria. Não sabe o quanto ela gosta de rosas, nem isso ele deve saber. E quanto ao vermelho, ele sabe menos ainda. E aquele cheirinho de vida morrendo era o que lhe fazia sorrir. E ele continuava sem saber, se ela ia chegar cedo, se as lágrimas eram da tal irritação nos olhos ou era uma irritação interna, daquelas que não dá para aliviar com uma gotinha de colírio. Sem saber, sem saber de nada. Sem saber porque bebia tanta água, não sabia se ainda desejava matar alguém para sentir a vida escorrer por entre seus dedos. Se ela chorava, se ria, se gritava e se sumia eram motivos pessoais, não lhe cabiam.

Se nada, era nada, também não lhe cabia. Enquanto ela o amava, ele a olhava amá-lo, deveria ser a cena mais bonita. Eu não sei por nunca ter visto ninguém olhar para mim com olhos de ternura, ternura o suficiente para me consumir por inteira, como os dela faziam. Ela morria sem ele saber, ele morria sem saber dela. Ele não sabia, não sabia para onde ela ia e nem por que ia e nem se de fato gostaria de ir, não sabia se ela ia mudar a cor do cabelo, se dormia com a mesma boneca, se sofria do antigo Transtorno Obsessivo Compulsivo relativo aos interruptores das escadas que subia sua mente. Ele não sabia nem se ela morava na mesma casa.

Ele não sabia, ele não queria saber, e ela ainda assim o amava e ele morria sem saber.

Ela era forte, era resistente. Quando escorriam, suas lágrimas derretiam avalanches, a pressa era a velocidade da luz. Ela era inofensiva, mimosa, simplória, até adocicada, mas não muito para não juntar formigas. Ela não era perigosa, não era fatal, ela só não se deixava amedrontar, não deixava passarem por cima dela. Ela era fria às vezes, mas quando ele passava tempos sem aparecer, ela ia derretendo aos poucos, aos pouquinhos, pouquinhos. Por que ela não dizia para ele o quanto o amava? Ela não dizia para ele o quanto amava. Para ele, não importava o quanto ela o amava. O quanto ela o amava? Quem sabe? Quem vai saber? Quem quer saber? Ele também não quer saber !



quinta-feira, 20 de maio de 2010

A matemática dos homens.

Eu não espero mais o seu telefonema. O meu coração não dispara mais quando o telefone toca, a minha mente não fantasia mais as suas desculpas e eu não mais forço uma voz fininha num esperançoso "Alô?". Eu não forço mais nada. Eu não forço mais a voz, eu não forço mais o meu cabelo ondulado, eu não forço mais a barriga pra entrar na calça 36, eu não forço mais o meu orgulho, eu não forço mais o meu jeito para este ser aprovado. Eu não forço mais nada. Por forçar demais, eu forcei, sem querer, que você fosse para longe. Por me abaixar demais, você foi impulsionado tão pra cima que voou. Voou para um lugar que fica muito longe do meu alcance. Por te dar tanta autonomia com medo de te perder, eu te perdi por você ser autônomo demais. A grande verdade é que eu nunca soube lidar com você, nem com nenhum outro homem. Nós nunca somamos um ao outro, eu sempre me subtrai para dar espaço de você ser o que queria, fazer o que queria, e principalmente, me ter quando queria. Mas eu juro, foi só por te querer demais. Por te querer demais, eu nutri todo esse tempo dentro de mim a possibilidade de você voltar, sem por na balança o custo x benefício. Não, eu não quero que você volte. Eu não quero mais me anular, eu quero é ir somando muitos sorrisos, elogios, e alegrias por ai, eu quero soltar o meu cabelo e me sentir num comercial de xampu mesmo com todo mundo dizendo que eu devia ter feito a maldita (ok, bendita algumas vezes) chapinha, eu quero por a minha calça 38 (tá bom, 40 as vezes) e me sentir a mulher mais sexy do mundo, e principalmente, eu quero sentir que é verdade. Esse papinho de que "o que os olhos não veem, coração não sente" é verdade entre aspas. A grande verdade sem aspas, meu querido, é que o que os olhos não veem, a vida esfrega na nossa cara, e eu fico sempre com essa cara de idiota quando constato que você é mais idiota ainda e nunca vai assumir que o que realmente nos levou ao fim foram duas coisas: falta de vontade e falta de um homem de verdade. Pronto, falei. Você foi um frouxo. Eu não quero mais um frouxo do meu lado e nem quero mais afrouxar essa banca toda que eu boto de durona com os seus beijinhos no pescoço, eu não quero mais ter essa sensação de incompetência quando você é incompetente e não consegue concluir as suas responsabilidades, me deixando em profunda decepção, eu não quero mais ser o homem da relação. NÃO! Eu sou uma menininha! Eu uso vestido, eu faço francesinha, eu sou fofinha, eu tenho cabelo grande, eu sou inteligente e outros tantos adjetivos que significam que eu que mereço receber aquela mensagem que adorou o cinema! Esse é o grande problema quando você se anula demais: você vira um zero, e o zero não significa nada além de ausência. Ausência quando o que você mais queria era tá agarradinha, ausência quando ele está na presença dos amigos, ausência dele na maioria das datas importantes e lugares, ausência de um sentimento de verdade. Eu não nasci para ser zero, muito mesmo número negativo por isso, simplifiquei a nossa relação: cortei você e tudo relacionado a você com todos os outros homens que vieram antes de você. Afinal, a gente não aprende que termos iguais podem ser cortados? De você não a nada a ser esperado, nem desesperado.



não é amor !


Não transforma assim o mundo em um lugar mais fácil e melhor de se viver. Não faz eu ser assim tão absurdamente feliz só porque eu tenho certeza absoluta que nenhum segundo ao seu lado é por acaso.Combinamos que não era amor e realmente não é. Mas esse algo que é, é realmente muito libertador. Porque quando você está aqui, ou até mesmo na sua ausência, o resto todo vira uma grande comédia. E aquele cara mais novo, e aquele outro mais velho, e aquele outro que escreve, e aquele outro divertido, e aquele outro da festa, e aquele outro amigo daquele outro. E todos aqueles outros viram formiguinhas de nariz vermelho. E eu tenho vontade de ligar pra todos eles e falar: putz, cara, e você acha mesmo que eu gostei de você? Coitado.Adoro como o mundo fica coitado, fica quase, fica de mentira, quando não é você. Porque esses coitados todos só serviram pra me lembrar o quão sagrado é não querer tomar banho depois. O quão sagrado é ser absurdamente feliz mesmo sabendo a dor que vem depois. O quão sagrado é ver pureza em tudo o que você faz, ainda que você faça tudo sendo um grande safado. O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo.Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre.E eu soquei meu coração até ele diminuir. Só pra você nunca se assustar com o tamanho. E eu tive que me fantasiar, só pra ter você aqui dentro sem medo. Medo de destruir mais uma vez esse amor tão santo, tão virgem. E eu vou continuar me fantasiando de não amor, só pra você poder me vestir e sair por aí com sua casca de não amor.E eu vou rir quando você me contar das suas meninas, e eu vou continuar dizendo “bonito carro, boa balada, boa idéia, bonita cor, bonito sapato”. E eu vou continuar sendo só daqui pra fora. Porque no nosso contrato, tomamos cuidado em escrever com letras maiúsculas: não existe ninguém aqui dentro.Mas quando, de vez em quando, o seu ninguém colocar ali, meio sem querer, a mão no meu joelho, só para me enganar que você é meu dono. Só para enganar o cara da mesa ao lado que você é meu dono. Eu vou deixar. Vai que um dia você acredita.

Para não sentir dor .


Para não sofrer eu vou me drogar de outros, eu vou me entupir de elogios, eu vou cheirar outras intenções. Vou encher minha cara de máscaras para não ser meu lado romântico que tanto precisa de um espaço para existir ridiculamente. Não vou permitir ser ridícula, nem uma lágrima sequer, nem um segundo de olhar perdido no horizonte, nem uma nota triste no meu ouvido. Eu sei o quanto vai ser cansativo correr da dor, o quanto vai ser falso ignorar ela sentada no meu peito. Mas vou correr até minha última esquina. Vou burlar cada desesperada súplica do meu coração para que eu pare e sofra um pouquinho, um pouquinho que seja para passar.Suor frio da corrida, sempre com sorriso duro no rosto e o medo de não ser nada daquilo que você me fez sentir que eu era. Muita maquiagem para esconder os buracos de solidão. Muita roupa bonita para esconder a falta de leveza e de certeza do meu caminho. E por que vendo tanto meu corpo e tão pouco minha alma? Porque quero ver você comprando o que realmente quer e não enganando querer para levar a promoção. Cansei das promessas de compra e das devoluções gastas do meu corpo. Cansei de expor minha alma se no fim tudo acaba mesmo. Então tá aqui ó: peitinhos, coxas, barriga e o buraco que você tanto quer. Leve de uma vez e me engane por alguns dias. Você é igual a todos os outros e todos os outros são: lixo. O amor não existe, e, se existe, não dura pra sempre. E, se não dura pra sempre, não é amor. E nada dura pra sempre. E então o amor não existe. Estou amarga com simplicidade, e isso é relaxante já que vivo cheia de complicações. A amargura é muito mais simples que a esperança. Estou triste do tamanho do buraco sem vida que você deixou em mim, uma concavidade sonhadora que ainda pulsa um desejo que ao mesmo tempo enoja. Ainda sinto você aqui dentro e toda a energia boa de vida que esta lembrança poderia gerar em mim, mas essa energia sem escape, sem válvula, sem história, essa energia inocentemente transformada em ódio, só carrega ondas que me corroem por dentro. Mas para não sentir dor eu vou jurar ao último ouvido do meu universo o quanto você é descartável. O quanto sua molecagem não permitiu nenhuma admiração de minha parte. Para não sofrer não vou permitir minha cabeça no travesseiro antes do cansaço profundo e sem cérebro. Não vou permitir admirar coisas da natureza porque talvez eu me lembre de você ao ver algo bonito. Não vou permitir silêncios porque é aí que o meu fundo transborda e a tristeza pode me tomar sem saída. Eu vou continuar deixando a minha cabeça me martelar porque toda essa confusão é ainda menos assustadora do que a calmaria da verdade. A verdade é a frieza do mundo, é a podridão dos desejos, são as mentiras que a gente inventa para os outros e acaba acreditando. A verdade é que mais cedo ou mais tarde você será traído, porque todo mundo tem medo de viver a entrega. A verdade é que ninguém se entrega porque ninguém se tem. A verdade é que não estamos aqui, estamos em algum lugar seguro vivendo nossas vidas medíocres. A verdade é que todo esse perfume é vergonha de nossa essência, todas essas marcas são vergonha do nosso corpo, todo esse charme despretensioso é vergonha de nossas fraquezas. A verdade é que nada é inteiro porque até o inteiro para ser todo precisa ter seu lado vazio. A verdade é que não dá para fugir da dor, e eu continuo correndo, correndo, correndo e não saindo do mesmo lugar.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Tempo é o senhor da razão .

Engraçado como tudo nessa vida passa. E só o tempo mesmo pra fazer a gente perceber isso. As conversas não são as mesmas, o toque não é o mesmo. Não somos os mesmos, na verdade. Não sei se é só o tempo ou se é também uma questão de “percepção” das coisas. A gente cria uma pessoa fantasiosa na cabeça da gente que não existe na realidade. E a realidade está bem longe de se parecer com o que a gente criou na nossa cabeça.Cadê aquela pessoa cheirosa, companheira e linda que a gente imaginava? Não existe mais. Ou talvez nunca tenha existido a não ser na nossa cabeça. É tudo diferente... os papos, o cabelo, a voz... o cheiro do carro. Aff. Mas é isso aí. Não me arrependo de nada. Tudo serve pra gente aprender alguma coisa. Hoje, estou muito mais madura. Sei exatamente o que eu quero pra mim. Sei também o que eu não quero. E isso eu não quero. Por isso, eu digo: só entre na minha vida se for pra fazer alguma diferença. To cansada de mala! Aff.


não manda mais !


To ficando com preguiça de você. Do seu papo de playboy e das baladas que você freqüenta. Das suas conversinhas quando você não tem nada pra fazer terça-feira à noite. Das suas mensagens de madrugada. De você achar que eu sou um corpo. Já disse que sou mais do que isso, mas repito quantas vezes precisar. Já te disse que não sou estepe. Então, não me trate como segunda opção. Como uma qualquer. Não me trate como se não soubesse o que quer de mim. Dos meus abraços. Do meu carinho.Me trate como uma princesa. Como na primeira vez que nos vimos. Me queira. Ou, pelo menos, me trate como se me quisesse. Me queira do seu lado. De dia ou de noite, tanto faz. Só não sou mulher de fim de noite. De me entregar pra qualquer um. Me chame de boneca, mas me chame. Não me deixe esperando você ligar. Não me deixe esperando você chegar. Só venha quando quiser me encontrar.Poupe seu esforço de fingir que sente algum carinho por mim. Prefiro as coisas bem claras. Se quer só meu corpo, tudo bem. Pegue a senha e entre na fila. Se quiser meu coração, faça por merecer. Me conquiste. Tenha mais atitudes sinceras do que palavras bonitas. Prefiro que você seja mais presente, Prefiro que você seja você mesmo, assim, tolo, e que não finja ser alguém que não é. Prefiro morrer de rir com suas piadas infames do que me impressionar com seu linguajar culto.Esqueço que gosto de abdomens sarados, de braços bem definidos, de coxas de jogador de futebol. Porque, pra mim, você é muito mais do que um corpo em evidência. Muito mais do que esse seu cabelo macio. Do que essa pele lisinha. Essas mãos quentes. Essa boca gostosa. Esse olhar que me despe. Muito mais do que as marcas famosas que você veste. Que esses seus óculos de ir pra trance que custaram o olho da cara.Preguiça profunda dessa sua mania de achar que é o único na minha vida. Que tem exclusividade sem sequer me dar alguma garantia. Quer saber? Não me pergunte se sou só sua se não quer me ver mentir. Pergunte se te quero e não vou gaguejar. Ao contrário do que você pensa, eu sei muito bem o que quero pra mim. Quero você. Mas não aceito migalhas. Não quero o que restou de você no fim da noite. A sobra da sua carência noturna. Quero ter prioridade. Quero fazer a diferença. Quero garantia de que alguma coisa vai dar certo. Mas você faz tudo errado. Me trata como se eu fosse só mais uma na sua vida (ou talvez eu seja, realmente). Me procura quando esgotaram-se todas as suas possibilidades na noite. Mente pra mim com a cara mais deslavada. Some e aparece como quem tem a certeza de que eu ainda vou estar no mesmo lugar. Te esperando. Me procura com a certeza de que vai me encontrar. Fala comigo com a certeza que eu vou responder . Mas, sabe de uma coisa? Cansei. Vou procurar minha turma. Vou me divertir com as bocas certas. Me deitar em outros colos. Sentir outros abraços. Você não manda mais aqui. E sabe o que mais? Ou eu sou a número um na sua vida, ou nem quero fazer parte dela.